domingo, 12 de maio de 2013

Dica de Luthier! WorkShop de Lutheria - é bom para começar com o pé direito!



Boa noite galera, agradeço a todos as mensagens que recebo, as dúvidas enviada e os agradecimentos pelo trabalho que realizo, vou deixar um dica bem simples, bem prática e qualquer loja ou escola por implantar.
Workshop de Lutheria! Não para ensinar lutheria aos alunos, mas para ensiná-los a escolher um bom instrumento, ensiná-los a escolher o melhor modelo de guitarra para o som que desejam fazer no futuro, a saberem como atingir uma melhor sonoridade com a sua banda.
Hoje vou postar algumas fotos do Workshop mais recente que realizei na cidade de Tatuí, estas fotos foram tiradas no dia 11 de Maio.
Mas você pode contratar um workshop com um Luthier local para a sua cidade também, ou pode me contratar, eu irei com certeza!


Este Workshop foi realizado pela escola DC Music, da cidade de Tatuí e teve como foco os alunos iniciantes do curso de guitarra e contra baixo, como são alunos que ainda não sabem distinguir entre modelos de guitarra, calibre de corda e tudo mais, partimos do básico, para que cada um entendesse a diferença de Shape, de construção de braço e calibre de cordas.








domingo, 5 de maio de 2013

Musas do Rock: Com Isa Nielsen!


 Tinha prometido, que sempre que possível traria uma musicista aqui no Blog, nem sempre é possível, mas, continuo garimpando, elas são raras, mas existem, espero que cada vez mais existam mulheres empunhando guitarras, baterias e contra baixos, no processo de globalização e inserção da mulher no mercado de trabalho e em uma sociedade extremamente machista, onde ainda são raras as bandas com musicistas, hoje trago a vocês a entrevista que Isa Nielsen cedeu para o Blog, espero que vocês gostem e curtam, com vocês, Isa Nielsen:

Total tone: Boa noite Isa, muita gente te conhece no cenário musical, mas eu gostaria que você falasse um pouco de você, pra aqueles que ainda não conhecem o seu trabalho.

Isa Nielsen: Eu sou guitarrista, toco na banda Detonator e as Musas do Metal e na banda Morpheus Dreams, também sou professora de guitarra e violão, nasci na Dinamarca, moro em São Paulo...

Total Tone: Você toca muito bem, você estudou? Se sim onde?

Isa Nielsen: Comecei a fazer aula particular de guitarra com 14 anos, depois de pesquisar escolas de música entrei no IG&T com 15 anos, fiz uma prova e entrei no Básico II, estudei com professores muito bons, Jefferson Ardanuy, Eduardo Ardanuy, Mozart Mello, foi um estudo muito intenso... Fico muito feliz de ter passado por tudo isso hoje sinto que meu conhecimento é sólido, claro que tenho muito a aprender e especializar, todo dia pego algo novo pra estudar, música pra tirar, uma video aula...

Total Tone: Todo o pai quer ter aquela filha veterinária, dentista e etc, como foi a hora em que você disse: Eu vou ser musicista, vou viver da minha música?

Isa Nielsen: Foi muito difícil e eu tive que brigar com todos da minha família, eles achavam que eu estava maluca querendo viver de uma ilusão... rs Com muito esforço e trabalho consegui tirar essa imagem da cabeça deles...

Total Tone: E como foi a trajetória até os dias de hoje?

Isa Nielsen: Olha... muita coisa!!! Estou muito feliz por estar crescendo e por todo reconhecimento que tenho, meus patrocínios, minha banda, meus alunos!

Total Tone: Eu tento não perguntar, mas se eu não o fizer os leitores reclamam! Casada, solteira, namorando ou alguma coisa assim?

Isa Nielsen: Namorando! hehehe

Total Tone: Você já recebeu cantada de fã? Se sim, como faz para lidar com isso?

Isa Nielsen: Cantadas aleatórias sim mas nunca passou disso... Não é difícil lidar, eu acho engraçado, rs.

Total Tone: Já rolou alguma coisa com algum fã?

Isa Nielsen: Não...


Total Tone: Como a música surgiu na sua vida?

Isa Nielsen: Quando criança já gostava de música, mas aos 11 anos estava vendo televisão esperando o ônibus da escola passar em casa, rs, e tocou Paradise City do Guns N' Roses, esse foi o dia que mudou minha vida apesar de parecer muito piegas, eu surtei senti uma energia que nunca tinha sentido igual!!! Naquele momento eu entendi que era aquilo que eu queria pra minha vida, o rock!!!


Total Tone: Você foi guitarrista no programa ídolos Brasil da TV Record, o seu gênero é uma pegada mais rock, bem mais kkkk, mas no ídolos você tocou diversos estilos, como é sua rotina de estudo, você estuda ritmos como choro, mpb, country music, etc?

Isa Nielsen: Realmente minha preferência é Rock e vários genêros de Metal... Gosto também de mpb e busco aprender músicas no violão, mas hoje em dia estou focada em estudar Rock, estudei Fusion e Jazz, nessa época eu tinha uma rotina de estudos muito disciplinada... Era muita coisa pra estudar, rs.

Total Tone: Você toca com o Detonator, antigo Massacration, como você chegou no Musas do Metal?

Isa Nielsen: O produtor do Rocka Rolla me contatou e fiz um teste que foi uma entrevista com o DETONATOR, assim tudo começou!

Total Tone: A Tagima fez uma guitarra craquelada rosa para você? Existe a intenção de se fabricar uma Isa 
Nielsen Signature?

Isa Nielsen: Na verdade aconteceu o seguinte, com 14 anos resolvi tocar guitarra e andei pelas ruas da Teodoro Sampaio (Pinheiros – São Paulo) a procura de uma! Quando bati os olhos nessa guitarra rosa foi amor a primeira vista... Essa foi minha primeira guitarra, por enquanto não está nos meus planos uma Signature mas adoraria essa idéia no futuro.

Total Tone: Qual o seu set up hoje?

Isa Nielsen: Guitarra TAGIMA T-785 Custom, Tagima EXTREME, Pedais Fire e cabos sparflex. Meu set up está em constante atualização, também uso uma pedaleira com alguns outros recursos e estou pra fechar o amplificador

Total Tone: Não são muitas bandas que contam com instrumentistas do sexo feminino, na sua opinião ao que se deve isso?

Isa Nielsen: Pra mim isso se deve ao histórico do papel da mulher na sociedade que hoje está mudando, hoje temos presidente mulher, motorista de ônibus!

Total Tone: De onde vem as influências do seu som?

Isa Nielsen: Steve Vai, Slash, Van Halen, Michael Amott, Randy Rhoads, Megadeth, Iron Maiden, Helloween, Nevermore, Death

Total Tone: Qual o seu maior ídolo musical?

Isa Nielsen: Muito difícil escolher um... Mas o Steve Vai é de longe um gênio!

Total Tone: Dê uma dica para quem deseja viver de música, assim como você.

Isa Nielsen: Primeiro... só escolha esse caminho se ele for o único caminho pra você, eu quero dizer, se realmente você não consegue viver sem tocar, então escolha esse caminho. Pra mim, o segredo de tudo dar certo é amar o que você faz, ter disciplina, coragem e determinação, agarre e faça por merecer todas as oportunidades que aparecerem pra você!

Total Tone: Para saber mais sobre Isa Nielsen, qual link o leitor deve clicar?

Total Tone: Deixe um recado para os seus fãs que nos leem agora.

Isa Nielsen: Muito obrigada por todo carinho!!! Fico muito feliz com a presença de vocês nos shows, no facebook, youtube, quero sempre fazer o melhor, tenho novidades em breve para os fãns de Heavy Metal!!!

Grata!

Alguns Vídeos de nossa entrevistada de hoje:







Total Tone Entrevista: Marco Filho!






Hoje o Total Tone Entrevista traz um guitarrista notável, dono de uma técnica excelente Marco Filho apresenta agora um pouco de seu trabalho e de sua técnica exclusivamente para nós da Total Tone!

Total Tone: Olá Marco, em primeiro lugar gostaria de agradecer sua participação aqui com a gente no Blog Total Tone! Você é um ótimo guitarrista e eu gostaria que você falasse um pouco da sua carreira para o nosso público.


Marco Filho: Primeiramente gostaria de agradecer “de coração” ao Blog Total Tone pelo convite.
Como músico independente, encaro essa entrevista como uma ótima oportunidade para mostrar meu projeto instrumental.

Total Tone: Você tem uma técnica muito boa, como é sua rotina de estudos? Quanto tempo ela costuma levar?

Marco Filho: Trabalho como professor de guitarra e violão de segunda a sábado, passo mais de 8 horas por dia com uma guitarra na mão, no entanto não quer dizer que eu esteja treinando todo esse tempo. Aproveito intervalos entre aulas para praticar, costumo treinar no mínimo 2 horas distribuída durante o dia.

Total Tone: Você tem 3 músicas de ótima qualidade no soundcloud, elas foram muito bem compostas e produzidas, como funciona o seu processo de composição e produção?

Marco Filho: Eu começo compondo no meu homestudio, toco alguns acordes no violão e já vou mentalizando a melodia. No segundo momento, passo para as guitarras e também baterias programadas. Procuro definir bem a estrutura da música e os temas principais. Após ter a música pronta, vou para o estúdio Sumisky, em porto alegre, e começo o processo de gravação. Sempre tem ideias que surgem segundos antes da gravação final, Um dos produtores do estúdio, Vini Bancke, me ajuda muito com a parte final da produção. Eu acabo gravando guitarra, violão e baixo. Por ultimo vem a programação da bateria e arranjos finais de teclado.

Total Tone: Logo de cara no sound cloud a gente escuta a música Killer, ela tem uma pegada muito legal e você já consegue mostrar nos primeiros segundos que você é um guitarrista diferenciado, como nasceu essa música?

Marco Filho: Essa música deveria se chamar Dr. Hannibal Lecter, em homenagem a um grande personagem do filme silencio dos inocentes, interpretado por Anthony Hopkins. Sim, eu me inspiro muito em filmes para compor! A ideia foi basicamente fazer uma trilha para o personagem. Tentei compor algo que soasse agressivo e interessante. No fim acabei mudando o nome da música para Killer que também Lembra “Killers,” fazendo referencia a um grande disco do Iron Maiden.

Total Tone: A música New Life, foi a minha preferida, porque ela começa com uma sonoridade tranquila, evolui, se torna tranquila de novo e volta a evoluir e ai não para mais, eu sinceramente achei muito legal essas ondulações da massa sonora, e fica uma dúvida, pra que você criasse esse feeling, você deve ter ótimas influências, conta pra gente o que você escuta no seu dia a dia que te levou a ter essas ideias tão interessantes.


Marco Filho: Essa música deixa bem claro o quanto gosto de Pink floyd e também da banda AngraGosto de diversos estilos como Pop, Samba, Música Brasileira, Jazz, Fusion e Heavy metal. Nomes como Dream Theater, Symphony x, Joe Satriani, Stevie Ray Vaughan, Mark Knopfler e Gutrie Ghovan não podem faltar no meu playlist.

Total Tone: Na música Tension eu lembrei de Satriani  já nos primeiros 40 segundos, você costuma ouvir, tocar e principalmente estudar Joe Satriani e Steve Vai por exemplo? Não tem medo de acabar se tornando uma cópia?

Marco Filho: Não vejo problema algum em “roubar” ideias de outros artistas. Acho que inevitavelmente qualquer composição nova vai se parecer com alguma coisa já feita, fico muito feliz quando alguém diz que minha música lembra o Iron Maiden ou Joe Satriani, por exemplo, não tenho ambição de inovar ou algo assim, se eu conseguir soar como meus ídolos, já considero um grande feito. admiro guitarristas que se propõem a tirar um som “diferente” timbragens malucas e sons novos. No meu caso, tento fazer o feijão com arroz, que por muitas vezes já da um trabalhão! Sempre escutei Joe Satriani e Steve Vai, não sou de ficar tirando as músicas exatamente como no cd, exceto quando tenho que passar para algum aluno.

Total Tone: Qual equipamento você utilizou para gravar as músicas do sound cloud?


Marco Filho: Amplificador Line 6 (cabeçote) e 2 microfones 57 para captação. Distorções foram extraídas direto do amplificador. O único efeito que usei até então, foi um wha wha (Cry Baby). Usei 2 guitarras no processo de gravação. Ledur modelo “Lucky” - captadores Humbucker- Seymor Duncan 59 no braço e ponte.
Ibanez (Ex series) modelo strato - captadores Humbucker- Seymor Duncan 59 no braço e ponte.

Total Tone: Dar aula é uma grande aprendizado, o fato de você ser professor te ajuda e influência no seu trabalho como músico instrumental?

Marco Filho: Com certeza! Geralmente professor de música gosta de se aprofundar em teoria, discutir possibilidades harmônicas e etc. Nada melhor que música instrumental para colocar todo esse conhecimento teórico em pratica.

Total Tone: Pretende lançar mais músicas ainda este ano?

Marco Filho: Sim! O projeto iniciou em março deste ano, estou disponibilizando uma música por mês
no meu site até setembro de 2013 . Após lançar 8 músicas, pretendo lançar uma versão física em outubro com todas as faixas e mais um bonus track.

Total Tone: Deixe uma dica pra quem quer atingir altos níveis de tocabilidade, assim como você.


Marco Filho: Aprender o máximo com professores,amigos, internet... saber que sua música tem que agradar primeiro você, depois os outros.

Total Tone: Para quem quer ter aulas com Marco Filho, como te encontrar?

Marco Filho:Leciono na escola de música Talenthos, em Porto Alegre/RS.
Para aulas particulares, entrar em contato aqui: professormarcofilho@gmail.com

Total tone: Marco, novamente agradeço sua presença aqui no Blog Total Tone, gostaria que você passasse seus contatos para quem deseja acompanhar o seu trabalho e ficar por dentro das novidades de sua carreira.

Dica de Luthier! Comprando Instrumento Profissional com menos de R$ 2.000,00!

Olá pra você que gosta de boa música e dedica alguns minutos de sua vida lendo este Blog, venho agora deixar uma dica de como comprar instrumentos de qualidade profissional gastando pouco, entende-se instrumento profissional todo aquele que tem ótima qualidade de construção e de timbre que permite ao músico tirar o melhor de si mesmo, um instrumento assim pode custar mais de R$ 4.000,00 ou R$ 5.000,00, como por exemplo uma guitarra Fender ou Gibson, um contra baixo da Music Man Stingray ou ainda uma Bateria da DW, é claro que ter um instrumentos desses é um prazer enorme, ver uma bateria DW em seu home estúdio é como ter uma Ferrari em sua garagem e esse prazer não será substituído por outra marca ou modelo, mas vamos ser céticos por um instante e não pensar no prazer de olhar o headstock e ler Fender – made in USA, vamos por um instante esquecer esses fatores que são completamente psicológicos e não tem nada a ver com timbre real do instrumento.



Acredite, o silk Fender no headstock não tem superpoderes, ele não altera o som da guitarra, assim como o Music Man Stingray não é o único contra baixo que consegue timbres mágicos, ai você pensa, mas porque estas marcas são verdadeiras lendas? Por uma única razão, eles (os fabricantes) amam o que fazem, não o fazem de qualquer forma, apenas por dinheiro, o dinheiro é consequência do bom trabalho deles, já no Brasil a maioria das empresas funcionam pensando na produtividade e na lucratividade, esquecem um pouco da qualidade, o correto seriam eles pensarem o contrário, focar na qualidade, pois uma melhor qualidade garante o aumento das vendas, pois todos querem qualidade em seu instrumento, o aumento nas vendas gera produtividade, que aumenta a lucratividade da empresa, é uma equação simples, mas entender os vários “dades” que ela envolve é complicado, ainda mais em um momento de crise, e quando eu acreditava que o Brasil estava completamente perdido, pagando os pecados com marcas como Eagle, Golden, Hofman, Vogga e Tagima (claro!) eis que me deparo com duas marcas, como carpas tentando sobreviver no  rio Tietê, lutando pela vida e por uma indústria melhor, Walczack e Heavens Guitar, 




sinceramente quando li a configuração dessas guitarras, as madeiras que eram empregadas e sua captação, fiquei um tanto quanto descrente daquilo ser real, mas quando vi o processo de Fabricação, que é permitido a todos através dos meios digitais de comunicação como youtube e outros e vi que as madeiras eram reais, comecei a ver uma luz no fim do túnel, quando ouvi essas guitarras soando em amplificadores comuns e de péssima qualidade de som (será que estou falando da Meteoro?) não conseguia acreditar, mas é verdade, são instrumentos de ótima qualidade, realmente profissionais e de custo muito bom, pois estão sem as altas taxas de importação, afinal de contas, são nacionais!







 Acredito que as empresas estejam trabalhando com uma margem de lucro bastante reduzida em função do preço mínimo gasto para a criação de cada instrumento desses, para os bateristas que estão pensando que não tem para onde correr, que terão de gastar uma fortuna e pronto, posso garanti-los que não precisam se preocupar, pois uma marca já conhecida no mercado tem lançado ótimos instrumentos a preços muito justos também, alguns irão dizer que estou louco e que a marca Ludwig não é melhor que a DW, volto a dizer que este é um fator psicológico, que podemos chamar de “gosto pessoal” ou “sonho de consumo”, falando de forma técnica a Ludwig é uma bateria profissional com o preço muito justo, se não fosse assim, não haveria razão para bateristas como: Alex Van Halen (Van Halen), John Bonham (Led Zeppelin), Ian Paice (Deep Purple), Ginger Baker (Cream), Ringo Starr (The Beatles), Mitch Mitchell (The Jimi Hendrix Experience), Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer), Charlie Watts (Rolling Stones), Neil Peart (Rush), Eric Carr (KISS), Nick Mason (Pink Floyd), Roger Taylor (Queen), Alan White (Yes), usarem baterias Ludwig, ou estão todos estes grandes bateristas loucos como eu? O mais interessante é que as séries de entrada desta marca já possuem um timbre excepcional e não fazem feio em nenhum palco, quanto mais em uma situação de estúdio, com boa acústica ela mostra realmente o quando é boa.





Os baixos e guitarras Walczack possuem uma ótima madeira, o tampo de maple dos modelos les paul são muito generosos e o peso da guitarra é muito parecido ao peso das melhores Gibsons, que tem um corpo bem pesado em função do mógno, os contra baixos da marca são extremamente bem construídos e com timbres muito bons, não deixam nenhuma frequência de fora e tem um visual que me agradou muito, o mesmo vale para as guitarras Heavens, que lançou alguns modelos custom shop com rélics de qualidade e que lembram muito as Fender's Custom Shop Rélic, as Stratos com o corpo em Ash tem um ataque muito bom e permite o uso da guitarra em qualquer situação, o mais interessante é que a maioria dos instrumentos mencionados aqui, tem modelos abaixo de R$ 2.000,00 e todos com qualidade profissional, muito além de qualquer outra marca que você irá encontrar em qualquer loja por ai, você pode pensar que estou ganhando alguma coisa para realizar esta matéria e que ela é apenas um comercial, pois você se enganou, infelizmente no Brasil as piores coisas são as que recebem mais mídia, escrevo este post para mostrar a todos os músicos que eles podem e devem ter um instrumento profissional e que eles conseguirão ter isso investindo muito pouco, sinceramente, nenhum instrumento que custe abaixo de R$ 1.000,00 tem qualidade, não pense que aquele contra baixo Eagle 5 cordas de R$ 800,00 é bom, esquece essa ideia, ele não é, com essa faixa de preço a melhores opções de mercado são as guitarras Shelter, e os baixos Tagima Imbuia, pobre coitado dos bateristas que nem opções tem, pelo menos não opções de qualidade, ai você pensa: haaaaaaaaa mas fulano é endorse da marca, você realmente acredita que a K-1 que o Kiko Loureiro usa é igual a sua, você tocou a sua K-1, parabéns, eu já toquei várias, nunca encontrei alguma que prestasse, desculpe a minha sinceridade, mas é a verdade, as empresas constroem instrumentos para seus endorses, mas os que vão para as lojas não são iguais, nem de longe, se você quer mesmo comprar um instrumento profissional, que você ligue na caixa e não passe vergonha, siga essa dica e busque algumas das empresas aqui mencionadas, o resto é lenha, afinal de contas, você só vai perceber o quanto a Dolly Cola é ruim, quando tomar uma Coca-Cola bem gelada, fica a dica!

domingo, 28 de abril de 2013

Dica de Luthier! Loucos por Guitarras - um blog super interessante e de leitura obrigatória!

Boa noite Galera, gostaria de apresentar a vocês o post do blog: Loucos por Guitarra (http://guitarra99.blogspot.com.br/) o blog trata somente sobre guitarras - sua construção, melhorias e novidades da indústria, achei esse post muito interessante e acredito que vocês devam conhecer esses fatos! Segue a matéria :)


sábado, 6 de abril de 2013


Me engana que eu gosto! A invasão das guitarras chinesas

          Eu tenho várias coisas na manga pra postar - tipos de junção braço/corpo, uma série de dicas grátis do meu amigo luthier Inaldo... Mas depois que li a excelente coluna do mestre luthier Jol Dantzig na revista Premier Guitar deste mês (clique para ler) e sua repercussão (clique para ler), resolvi falar justamente sobre isso: até que ponto os grandes (e médios e de boutique) fabricantes de guitarra estão terceirizando a sua produção no oriente (leia: China, Coréia, Indonésia, Filipinas, India, etc.)?

JOL DANTZIG

Em sua coluna, o luthier Jol Dantzig, um dos criadores da Hamer Guitars, menciona que recebe constantemente "ofertas" de grandes fábricas chinesas para produzir guitarras com eles. Eles enviam fotos de pilhas enormes de guitarras de várias marcas conhecidas, lado a lado. Além disso, listam os nomes das empresas para as quais produzem guitarras e baixos.
Jol Dantzig, vendo a lista dos clientes desses chineses, diz: "Ei! Eu pensava que esses caras realmente faziam suas guitarras..."


Quem são "esses caras"? Eu fico pensando... Além dos de praxe, Gibson, Fender, PRS, com suas segundas linhas, será que Fano, Framus, Reverend, Godin, Music Man, D'Angelico, GJ (nova Grover Jackson), Parker, G&L, etc., realmente fazem suas guitarras? Até o nosso velho mestre Tagima sucumbiu à tentação e tem uma linha chinesa. Ontem fui na loja Mensageiro Musical e vi uma nova guitarra da Tagima, modelo Les Paul. Extremamente parecida (peso, detalhes, acabamento, braço) com as Condor CLP. Vi um violão Giannini e outro Strinberg idênticos, só mudavam os logos. TUDO chinês e se bobear, da mesma fábrica.
Pra completar o devaneio patético, o violão Giannini tinha problemas de afinação - parece que eles não conseguem fazer um violão bom nem na china - PQP!

Enfim, virou essa palhaçada que no Brasil beira o ridículo. Tem "fábricas" aqui que não apertam um parafuso sequer. A maioria consiste num escritório de importação e um depósito pra receber a carga chinesa.

Nunca engoli caras como o Bill Nash. Putz, ele só monta e finaliza. Tudo bem que os fornecedores são americanos e bons, mas isso eu também faço aqui em casa. O foda mesmo é ver uma Telecaster montada por ele ser vendida na Two Tone de São Paulo por 7 mil reais.

Eu posso desenhar um modelo de guitarra, inventar algumas alterações simples mas manter grande parte do visual de alguma guitarra clássica, entrar em contato com uma fábrica qualquer na china (como a Shandong Huayun, da foto abaixo) e, com um CNPJ nas mãos, criar uma marca própria. Coloco um anúncio na Guitar Player Brasil e... pronto, virei um "fabricante nacional".
O Jol Dantzig acabou de postar que o pessoal (os montadores de guitarra disfarçados de produtores) já começou a reclamar do que ele postou. Ele devia é ter dado os nomes!


PS1: Não estou criticando a qualidade das guitarras chinesas. As top de linha são muito bem feitas e o processo de automação/CNC nos dias de hoje é quase uma garantia de tocabilidade. Mesmo guitarras vendidas para os nossos "fabricantes nacionais", que às vezes custam menos de 100 dólares completas, podem ser viáveis e úteis para iniciantes. Vários luthiers e pessoas do meio (Tim Shaw, Jol Dantzig, J. T. Riboloff, etc.) já mencionaram que o oriente tem capacidade de produzir excelentes guitarras.
A questão aí é que alguns fabricantes estão omitindo a origem de suas guitarras. Como consumidores, temos direito à essa informação.

Entrevista: GUTO GABRELON



Total Tone: Olá Guto, desde já agradeço a sua participação aqui no Blog Total Tone, primeiro eu gostaria que você falasse um pouco de você, seus trabalhos e seus projetos para os nossos leitores que ainda não conhecem o seu trabalho.

Guto Gabrelon: Olá. Em primeiro lugar, gostaria de agradecer pelo espaço cedido e parabenizar o blog, é de espaços assim que precisamos no Brasil para valorizar a nossa música.
Eu comecei na música aos 13 anos de idade ouvindo alguns LP's do Iron Maiden, foi o que me alavancou a ter a vontade de tocar guitarra. Entrei num curso de violão onde aprendi apenas os acordes básicos (o violão não serve de iniciação para a guitarra como alguns pensam, mas na época eu ainda não sabia disso...), e com a famosa técnica de "tentativa e erro", comecei a tirar algum sons do Maiden no violão. Foi só então que me decidi entrar no mundo da guitarra (com 15 anos), tive sorte de ter um professor muito dedicado na época, Fabricio Fenili, que me deu uma ótima base de teoria e técnica. O tempo foi passando, e hoje sou professor de guitarra e tenho um álbum de rock instrumental, o "Fire Machine"

Total Tone: A música Police Chases é muito boa, tem ótimo timbre, ótima melodia e uma pegada de primeira qualidade, nos fale um pouco sobre  ela, de onde surgiu a ideia da composição e tudo mais.

Guto Gabrelon: Engraçado você começar peguntando pela "Police Chases", porque a intro dela foi a primeira composição que eu fiz para o álbum. Quando eu a fiz e ouvi, o que me veio na cabeça foi a idéia de uma perseguição policial, então não pensei duas vezes para usar esse título.
Eu já fazia algumas composições para estudo próprio, e no meio dessas idéias nasceu este riff da intro. Essa música me deu inspiração e motivação para continuar compondo no estilo instrumental.

Total Tone: Na música The Wise, você tocou um violão em uma praia mais clássica/erudita, qual a ligação do seu jeito de tocar e a música clássica? O estudo da música clássica te ajudou de alguma forma na guitarra rock?

Guto Gabrelon: Eu tenho influências de Symphonic Metal e Metal Melódico. Também já ouvi muita música clássica e barroca. Beethoven, Mozart e Bach são meus favoritos. Tudo isso me influenciou muito a gostar do violão erudito. A "The Wise" é o resultado disto, misturado com a minha visão e gosto musical. Eu acabei estudando o estilo neo-clássico na guitarra ouvindo guitarristas como Jason Becker. Tudo isso me ajudou muito no meu desenvolvimento musical, não sou um guitarrista neo-clássico, mas o estilo está embutido na minha forma de tocar.

Total Tone: Alguns guitarristas só pensam em tocar rápido e fritar a escala, outros se preocupam mais com o timbre e com a melodia e as vezes acabam deixando de por algumas passagens rápidas nas músicas, você não, você consegue acelerar na hora certa e você percebe a hora certa de frear o solo, como você dosa isso, quando é para fritar e quando é para segurar o solo?

Guto Gabrelon: Eu acho que esses problemas de tocar "só lento" ou "só rápido" vêm do fato de você ouvir só uma coisa, um estilo. É claro que você só vai ouvir o que te agrada, mas muitas pessoas, quando descobrem um estilo do seu gosto, param no tempo e só ficam naquele som. A idéia é continuar buscando mais sons para acrescentar na sua bagagem, assim você não fica só com uma opção e consegue dosar na medida da sua intenção. Eu sempre busquei ouvir um pouco de tudo, pois existem idéias geniais em muitos estilos musicais. Já ouvi muito Metal, Hard Rock, Música Clássica e Blues.




Total Tone: Na música Hard'n Heavy o timbre de sua guitarra esta mais pesado, quais foram as mudanças de equipamento para esta música? 

Guto Gabrelon: Utilizei uma guitarra Jackson com captador Evolution plugada em um Laney valvulado. Mas tem um detalhe: Na base, gravei 4 guitarras sincronizadas com afinação Dropped D! hehe. Adorei o resultado!

Total Tone: A música Thunder é especial no CD, ela tem todos os ingredientes que uma música instrumental de guitarra precisa ter, técnica, melodia, timbre e boa pegada, nos fale um pouco sobre essa música.

Guto Gabrelon: A "Thunder" foi uma das primeiras que disponibilizei para download. Essa foi feita aos pedaços, haha. Escrevia uma parte e não sabia pra onde continuar, uns dias depois a idéia vinha, a assim foi. Eu sou muito auto-crítico, portanto não me contento com o "mais ou menos". Se fiz uma introdução boa e não sei como dar sequencia, não escrevo qualquer passagem para continuar, eu paro ali mesmo e a música fica naquilo (as vezes por alguns meses!) até eu achar alguma idéia que agrade meus ouvidos!

Total Tone: Como você construiu as dobras de guitarra para o CD Fire Machine?

Guto Gabrelon: As dobras e duetos foram as últimas coisas que organizei no álbum, deixei isso para o fim porque acho que a música tem que soar completa sem esses detalhes. Assim, quando isso é adicionado, você tem uma boa música associada com uma boa produção.




Total Tone: Como nasceu o CD Fire Machine?

Guto Gabrelon: Bom, na época em que estava estudando, começando a compor e quando saiu a idéia da "Police Chases", nem me passava pela cabeça a idéia de lançar um álbum. Simplesmente fui seguindo com os estudos, sempre compondo e pegando influências. Sempre busquei ter um som com cara própria, na época eu ouvia muito Steve Vai, mas nunca quis soar igual a ele ou a qualquer outra influência minha. Quando me dei conta, eu já tinha uma certa quantidade de músicas escritas. Aí veio aquele estalo na mente: "Se eu continuar com isso, posso lançar um álbum de rock instrumental". Falando assim até parece fácil, mais foi um longo caminho e de muito estudo. E sei que tem muito mais pela frente!

Total Tone: Qual equipamento você usou na gravação da CD?

Guto Gabrelon: Usei meus equipamentos e também peguei alguns emprestados. No total foram:
Jackson D 10-Pro com captação Spirit
Jackson JDR com captação Dimarzio (Evolution)
Walczak Walkirie com captação EMG
Tagima 737 com captação Seymour Duncan (JB Jr)
Pedaleira Boss GT-10
Ampli Laney GH100L com caixa 4x12 Celestion Seventy 80s
O álbum foi gravado no BYZ Brasil Studio, em Santo André.

Total Tone: É fácil reconhecer o som de Joe Satriani pela sua pegada, seu timbre e o largo uso de módulos gregos, o que você acha que mais caracteriza o som de Guto Gabrelon?

Guto Gabrelon: Gosto do som do Satriani e do Vai, o estilo e o fraseado. Sempre curti também uma pegada blues em solos.
Acho que se alguem me conhecer um pouco, saber o que estudei e ouvir as minhas influências, vai entender na hora de onde vem minha idéia de solo e composição. Além do Satriani e Vai, algumas de minhas principais influências foram o Ardanuy, Kiko Loureiro, Juninho Afram, Dave Murray, Adrian Smith, Jason Becker, Zakk Wylde, entre alguns outros.

Total Tone: De todas as músicas de sua autoria, qual é aquela que você escuta e diz "é essa!", tem alguma música que você goste em especial?

Guto Gabrelon: Sim, tem: "Mirror"! Pra quem não sabe, o nome dessa música tem uma explicação: Quando eu comecei a escrevê-la, eu tinha uma idéia muito fixa de como essa música deveria soar e qual clima eu queria que ela tivesse, mas ainda não sabia quais frases usar e como passar essa idéia para a guitarra. No fim das contas, deu 100% certo! Por isso a batizei de "Mirror", porque consegui "refletir" na guitarra exatamente o que estava pensando. Muito filosófico? Talvez, mas deu certo...haha




Total Tone: No Brasil é muito difícil músicos de verdade serem reconhecidos, é um absurdo mas é verdade e a nossa realidade, com o projeto de lei que tramita no congresso nacional, projeto esse que prevê o acréscimo da disciplina musical no curriculum escolar, a aprovação, na sua opinião, seria um grande passo para o reconhecimento da boa música no país, ou estamos fadados a viver com músicas ruins e com palavras sem significado algum? (ex: lek lek lek, tchu tchu tcha, e outras coisas desse tipo)

Guto Gabrelon: Tenho conhecimento deste projeto e sou totalmente a favor. Como professor de música, vejo no meu dia-a-dia o quanto o estudo musical ajuda no desenvolvimento de uma pessoa, não só pelo ouvido mais atento e pelo conhecimento adquirido, mas a música nos dá um senso de organização! Coisa que falta na vida dos brasileiros. Mas para ser realmente funcional, essa disciplina tem que ser lecionada da maneira correta nas escolas, de forma que mostre um novo universo para o aluno. Porque, ficar só escrevendo e decorando nomes de figuras e notas, ninguém merece...
Na minha opinião, música ruim é resultado da falta de cultura musical. Eu sou de Santo André, e aqui qualquer pessoa pode assistir um concerto da orquestra sinfonica gratuitamente, e tem apresentações o ano todo. Mas quantas pessoas procuram saber disso? E das que sabem, quantas vão ao teatro assistir? Educação musical tem que vir desde a escola, só assim se gera o interesse!

Total Tone: Você é endorse de alguma marca? Se sim qual?

Guto Gabrelon: Não sou endorse de nenhuma marca, estou aberto à propostas! hehe




Total Tone: No começo da matéria você disse que também dá aulas de guitarra, para quem tem interesse em ter aulas com você, você leciona em alguma escola ou são aulas particulares mesmo? 

Guto Gabrelon: Sim, comecei a dar aulas com 16 anos de idade, em 2004. Leciono em duas escolas de música em Santo André: a "Studio Pastore" (curso de guitarra),  e no"BYZ Brasil Studio", onde além de aulas de guitarra, estou montando alguns novos cursos, um deles é o"Teoria e Leitura Aplicada".
Total Tone: Qual a grade do curso que você ministra?Guto Gabrelon: Dou aulas para alunos de todos os níveis, meu curso abrange:

- Leitura
- Campo Harmônico
- Escalas
- Intervalos
- Técnicas
- Exercícios
- Composição
- Improvisação

Total Tone: Deixe o contato para quem quer ter aulas com você.

Guto Gabrelon: BYZ Brasil Studio:
http://www.facebook.com/BYZBrasilstudio?ref=ts&fref=ts

Studio Pastore:
http://www.studiopastore.com.br


Ou quem preferir, é só me mandar um e-mail:
contato@gutogabrelon.com


Total Tone: Guto, só tenho a agradecer a sua presença aqui no Blog Total Tone, muita sorte para você e sua carreira, deixe o seu contato para quem quer entrar em contato com você, qual link deve acessar? 

Guto Gabrelon: Sou eu que agradeço, pra quem quiser conhecer o "Fire Machine", baixar gratuitamente e ficar em contato, é só acessar:

Site Oficial: http://www.gutogabrelon.com
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E-mail: contato@gutogabrelon.com


Se você esta lendo esta matéria e quer conhecer melhor o trabalho de Guto Gabrelon acesso os links postados, também irei postar alguns vídeos aqui para que você assista e curta este ótimo músico!