domingo, 12 de maio de 2013

Entrevista: Banda Ancesttral




Pra você que curte o bom e velho Rock in Roll,  trago aqui um verdadeiro achado,  Ancesttral, uma banda de  Metal de ótima qualidade, com sonoridade única, a banda consegue nos por em dúvida, nacional ou não, é algo que realmente deve ser ouvido! Com vocês – Ancesttral:

Total Tone: A banda de vocês promete muito, porque tem ótima qualidade, músicas e a forma com que vocês trabalham é bem profissional, há quanto tempo a banda esta formada? Como surgiu a banda Ancesttral?

Ancesttral: Muito obrigado! A banda existe desde 2005, quando foi lançado o EP "Helleluiah". Mas apenas em 2006 o time foi completo pelo Leonardo Brito, Renato Canonico e Billy Houster, três meses antes de entrarmos em estúdio para gravarmos o "The Famous Unknown".



Total Tone: Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o timbre da guitarra nos solos, porque ele não é magrelo e sem vida como a maioria das bandas de gêneros mais pesados que ouvimos, qual o segredo do timbre dos solos da banda Ancesttral? Qual equipamento você usa?

Ancesttral: Muita gente acha que timbre de solo nada mais é do que o timbre da base com mais volume e ganho. Isso geralmente faz com que os solos percam a definição e embolem com a base. Tento pensar no timbre do solo como um timbre totalmente diferente da base. Outro erro recorrente entre os guitarrista é o pavor às frequências médias mas um médio bem regulado ajuda e muito a diferenciar o solo da base. Para solo, uso o canal 2 do Triple Rectfier no modo Vintage. Esse modo realça os médios e tem uma dinâmica sensacional!

Total Tone: Na música "We Kill" o timbre do baixo é bem marcante, por ser mais seco e médio e encaixou com perfeição com o timbre da caixa da bateria, isso mostra que a banda se preocupa muito com a produção de cada música em particular, quem faz essa produção para a banda, vocês mesmo fazem a produção das músicas? Se não, quem?

Ancesttral: A produção do disco "The Famous Unknown", onde está a música We Kill foi feita por Heros Trench e Marcello Pompeu. O EP "Bloodshed and Violence" foi produzido por nós mesmos e mixado e masterizado por Paulo Anhaia.



Total Tone: Pergunta para Alexandre Grunheidt: todo o conjunto sonoro parece ter sido feito especialmente para seu timbre de voz, isso foi mesmo uma preocupação da banda ou foi algo que nasceu naturalmente?

Alexandre Grunheidt: Como eu componho a maioria das músicas, naturalmente elas são feitas de uma forma que eu me sinta mais confortável para cantar.

Total Tone: Na música "The Famous Unknown" outra pessoa começa cantando quem seria?

Ancesttral: É o Paulo Anhaia, ex-baixista e vocalista do MonsteR. Na época em que o CD foi lançado a banda ainda existia. É uma pena que tenha acabado.

Total Tone: Pergunta para Renato Canônico: Você usa efeito no seu timbre? se sim, qual?

Renato Canônico: Eu uso um amplificador Ampeg SVT7 e um pedal SansAmp Bass Driver DI.



Total Tone: Pergunta para Leonardo Brito: Você sola muito bem, qual modelo de escala você prefere usar nos seus solos?

Leonardo Brito: Difícil dizer uma escala. Geralmente uso algumas combinações de modos. Gosto muito de combinar Dórico com a penta blues. Gosto bastante da intenção da Menor Harmônica para bases com alguma tensão.



Total Tone: As dobras de guitarras são muito bem feitas, quais os intervalos que vocês usam nas dobras? (terça, quinta, etc.)

Ancesttral: A maioria das dobras são em terça menor. Mas usamos algumas quintas que soam mais abertas. Em poucos casos, até intervalos de quatro justa também rolam quando a base pede alguma tensão.



Total Tone: Qual o show que mais marcou a carreira de vocês?

Ancesttral: Além do show de lançamento do CD, acho que foi a abertura para o Blind Guardian em Curitiba, em 2011.

Total Tone: O Brasil tem dois grande festivais de Rock, o Lolapaloosa em São Paulo e o Rock in Rio que acontece este ano no Rio de Janeiro, mas que já aconteceu em outros lugares também, você acha que a entrada de bandas de fora do gênero neste tipo de festivais pode ser de alguma forma prejudicial a cultura rock no Brasil?

Ancesttral: De forma alguma. Temos que entender que o nome Rock in Rio é apenas um nome chamativo, um apelo de marketing. Não dá para levar ao pé da letra. E, no final das contas, o Rock será dono de 4 dos 8 dias do festival, com bandas como Metallica, Iron Maiden e Slayer em seu cast. Por que reclamar? Quanto ao Lolapaloosa, é um festival de música "alternativa", não é um festival de Rock, apesar de ter várias bandas de Rock em seu cast. O Brasil está definitivamente na rota internacional de shows e é um caminho sem volta. Ao contrário de outros anos, hoje o Brasil enfrenta um "problema" no que se refere a quantidade de shows. Eles são muitos e o dinheiro para ingresso é pouco. Por isso, não acho que esses festival sejam prejudiciais a cultura Rock, mas sim ao bolso das pessoas.



Total Tone: Qual o futuro da boa música no Brasil? Vocês acreditam que passaremos por mudanças ou ainda veremos muitos lek lek's?

Ancesttral: Não haverá mudanças e ainda veremos coisas muito piores do que isso. Mas é a cultura do país. Um país formado por pessoas que tem uma educação de merda não pode se dar ao luxo de ter uma cultura musical popular rica. Por melhor que sejam os músicos de MPB (a de verdade) eles morrem de fome ou tocam em botecos, em sua maioria. Assim como é no Rock, principalmente no Heavy Metal, os músicos brasileiros são muito mais respeitados fora do Brasil do que aqui dentro. Enquanto isso, gente que não sabe uma nota musical sequer, fica rico "cantando" coisas que o povo burro entende fácil. Esse é o Brasil e assim será para sempre.



Total Tone: Quais serão os próximos shows?

Ancesttral: 12/5 - com Centúrias e The Sanity Days no Manifesto (São Paulo)

8/6 - com Trayce, Command6, Against Tolerance, Electric Age, Eclyotica no Inferno Club (São Paulo)


Total Tone: Quem quiser conhecer ainda mais a banda encontra vocês em quais links?

Ancesttral: Estamos em todas as redes sociais. Todos os links, músicas e vídeos podem ser acessados via www.ancesttral.com

Total Tone: Deixe um recado para a galera que curte boa música e está lendo essa entrevista agora.

Ancesttral: Gostaria de agradecer pela oportunidade e espero que curtam a banda e, principalmente, compareçam aos shows de suas bandas favoritas. Não gosto do discurso ufanista de "Vamos apoiar o Metal Nacional". Você deve apoiar as bandas que gosta. Apenas baixar os CDs e elogiarem em uma página do Facebook não é apoio. Pensem nisso!

Segue o Vídeo Clipe da Música: Bloodshed and Violence


Dica de Luthier! WorkShop de Lutheria - é bom para começar com o pé direito!



Boa noite galera, agradeço a todos as mensagens que recebo, as dúvidas enviada e os agradecimentos pelo trabalho que realizo, vou deixar um dica bem simples, bem prática e qualquer loja ou escola por implantar.
Workshop de Lutheria! Não para ensinar lutheria aos alunos, mas para ensiná-los a escolher um bom instrumento, ensiná-los a escolher o melhor modelo de guitarra para o som que desejam fazer no futuro, a saberem como atingir uma melhor sonoridade com a sua banda.
Hoje vou postar algumas fotos do Workshop mais recente que realizei na cidade de Tatuí, estas fotos foram tiradas no dia 11 de Maio.
Mas você pode contratar um workshop com um Luthier local para a sua cidade também, ou pode me contratar, eu irei com certeza!


Este Workshop foi realizado pela escola DC Music, da cidade de Tatuí e teve como foco os alunos iniciantes do curso de guitarra e contra baixo, como são alunos que ainda não sabem distinguir entre modelos de guitarra, calibre de corda e tudo mais, partimos do básico, para que cada um entendesse a diferença de Shape, de construção de braço e calibre de cordas.








domingo, 5 de maio de 2013

Musas do Rock: Com Isa Nielsen!


 Tinha prometido, que sempre que possível traria uma musicista aqui no Blog, nem sempre é possível, mas, continuo garimpando, elas são raras, mas existem, espero que cada vez mais existam mulheres empunhando guitarras, baterias e contra baixos, no processo de globalização e inserção da mulher no mercado de trabalho e em uma sociedade extremamente machista, onde ainda são raras as bandas com musicistas, hoje trago a vocês a entrevista que Isa Nielsen cedeu para o Blog, espero que vocês gostem e curtam, com vocês, Isa Nielsen:

Total tone: Boa noite Isa, muita gente te conhece no cenário musical, mas eu gostaria que você falasse um pouco de você, pra aqueles que ainda não conhecem o seu trabalho.

Isa Nielsen: Eu sou guitarrista, toco na banda Detonator e as Musas do Metal e na banda Morpheus Dreams, também sou professora de guitarra e violão, nasci na Dinamarca, moro em São Paulo...

Total Tone: Você toca muito bem, você estudou? Se sim onde?

Isa Nielsen: Comecei a fazer aula particular de guitarra com 14 anos, depois de pesquisar escolas de música entrei no IG&T com 15 anos, fiz uma prova e entrei no Básico II, estudei com professores muito bons, Jefferson Ardanuy, Eduardo Ardanuy, Mozart Mello, foi um estudo muito intenso... Fico muito feliz de ter passado por tudo isso hoje sinto que meu conhecimento é sólido, claro que tenho muito a aprender e especializar, todo dia pego algo novo pra estudar, música pra tirar, uma video aula...

Total Tone: Todo o pai quer ter aquela filha veterinária, dentista e etc, como foi a hora em que você disse: Eu vou ser musicista, vou viver da minha música?

Isa Nielsen: Foi muito difícil e eu tive que brigar com todos da minha família, eles achavam que eu estava maluca querendo viver de uma ilusão... rs Com muito esforço e trabalho consegui tirar essa imagem da cabeça deles...

Total Tone: E como foi a trajetória até os dias de hoje?

Isa Nielsen: Olha... muita coisa!!! Estou muito feliz por estar crescendo e por todo reconhecimento que tenho, meus patrocínios, minha banda, meus alunos!

Total Tone: Eu tento não perguntar, mas se eu não o fizer os leitores reclamam! Casada, solteira, namorando ou alguma coisa assim?

Isa Nielsen: Namorando! hehehe

Total Tone: Você já recebeu cantada de fã? Se sim, como faz para lidar com isso?

Isa Nielsen: Cantadas aleatórias sim mas nunca passou disso... Não é difícil lidar, eu acho engraçado, rs.

Total Tone: Já rolou alguma coisa com algum fã?

Isa Nielsen: Não...


Total Tone: Como a música surgiu na sua vida?

Isa Nielsen: Quando criança já gostava de música, mas aos 11 anos estava vendo televisão esperando o ônibus da escola passar em casa, rs, e tocou Paradise City do Guns N' Roses, esse foi o dia que mudou minha vida apesar de parecer muito piegas, eu surtei senti uma energia que nunca tinha sentido igual!!! Naquele momento eu entendi que era aquilo que eu queria pra minha vida, o rock!!!


Total Tone: Você foi guitarrista no programa ídolos Brasil da TV Record, o seu gênero é uma pegada mais rock, bem mais kkkk, mas no ídolos você tocou diversos estilos, como é sua rotina de estudo, você estuda ritmos como choro, mpb, country music, etc?

Isa Nielsen: Realmente minha preferência é Rock e vários genêros de Metal... Gosto também de mpb e busco aprender músicas no violão, mas hoje em dia estou focada em estudar Rock, estudei Fusion e Jazz, nessa época eu tinha uma rotina de estudos muito disciplinada... Era muita coisa pra estudar, rs.

Total Tone: Você toca com o Detonator, antigo Massacration, como você chegou no Musas do Metal?

Isa Nielsen: O produtor do Rocka Rolla me contatou e fiz um teste que foi uma entrevista com o DETONATOR, assim tudo começou!

Total Tone: A Tagima fez uma guitarra craquelada rosa para você? Existe a intenção de se fabricar uma Isa 
Nielsen Signature?

Isa Nielsen: Na verdade aconteceu o seguinte, com 14 anos resolvi tocar guitarra e andei pelas ruas da Teodoro Sampaio (Pinheiros – São Paulo) a procura de uma! Quando bati os olhos nessa guitarra rosa foi amor a primeira vista... Essa foi minha primeira guitarra, por enquanto não está nos meus planos uma Signature mas adoraria essa idéia no futuro.

Total Tone: Qual o seu set up hoje?

Isa Nielsen: Guitarra TAGIMA T-785 Custom, Tagima EXTREME, Pedais Fire e cabos sparflex. Meu set up está em constante atualização, também uso uma pedaleira com alguns outros recursos e estou pra fechar o amplificador

Total Tone: Não são muitas bandas que contam com instrumentistas do sexo feminino, na sua opinião ao que se deve isso?

Isa Nielsen: Pra mim isso se deve ao histórico do papel da mulher na sociedade que hoje está mudando, hoje temos presidente mulher, motorista de ônibus!

Total Tone: De onde vem as influências do seu som?

Isa Nielsen: Steve Vai, Slash, Van Halen, Michael Amott, Randy Rhoads, Megadeth, Iron Maiden, Helloween, Nevermore, Death

Total Tone: Qual o seu maior ídolo musical?

Isa Nielsen: Muito difícil escolher um... Mas o Steve Vai é de longe um gênio!

Total Tone: Dê uma dica para quem deseja viver de música, assim como você.

Isa Nielsen: Primeiro... só escolha esse caminho se ele for o único caminho pra você, eu quero dizer, se realmente você não consegue viver sem tocar, então escolha esse caminho. Pra mim, o segredo de tudo dar certo é amar o que você faz, ter disciplina, coragem e determinação, agarre e faça por merecer todas as oportunidades que aparecerem pra você!

Total Tone: Para saber mais sobre Isa Nielsen, qual link o leitor deve clicar?

Total Tone: Deixe um recado para os seus fãs que nos leem agora.

Isa Nielsen: Muito obrigada por todo carinho!!! Fico muito feliz com a presença de vocês nos shows, no facebook, youtube, quero sempre fazer o melhor, tenho novidades em breve para os fãns de Heavy Metal!!!

Grata!

Alguns Vídeos de nossa entrevistada de hoje:







Total Tone Entrevista: Marco Filho!






Hoje o Total Tone Entrevista traz um guitarrista notável, dono de uma técnica excelente Marco Filho apresenta agora um pouco de seu trabalho e de sua técnica exclusivamente para nós da Total Tone!

Total Tone: Olá Marco, em primeiro lugar gostaria de agradecer sua participação aqui com a gente no Blog Total Tone! Você é um ótimo guitarrista e eu gostaria que você falasse um pouco da sua carreira para o nosso público.


Marco Filho: Primeiramente gostaria de agradecer “de coração” ao Blog Total Tone pelo convite.
Como músico independente, encaro essa entrevista como uma ótima oportunidade para mostrar meu projeto instrumental.

Total Tone: Você tem uma técnica muito boa, como é sua rotina de estudos? Quanto tempo ela costuma levar?

Marco Filho: Trabalho como professor de guitarra e violão de segunda a sábado, passo mais de 8 horas por dia com uma guitarra na mão, no entanto não quer dizer que eu esteja treinando todo esse tempo. Aproveito intervalos entre aulas para praticar, costumo treinar no mínimo 2 horas distribuída durante o dia.

Total Tone: Você tem 3 músicas de ótima qualidade no soundcloud, elas foram muito bem compostas e produzidas, como funciona o seu processo de composição e produção?

Marco Filho: Eu começo compondo no meu homestudio, toco alguns acordes no violão e já vou mentalizando a melodia. No segundo momento, passo para as guitarras e também baterias programadas. Procuro definir bem a estrutura da música e os temas principais. Após ter a música pronta, vou para o estúdio Sumisky, em porto alegre, e começo o processo de gravação. Sempre tem ideias que surgem segundos antes da gravação final, Um dos produtores do estúdio, Vini Bancke, me ajuda muito com a parte final da produção. Eu acabo gravando guitarra, violão e baixo. Por ultimo vem a programação da bateria e arranjos finais de teclado.

Total Tone: Logo de cara no sound cloud a gente escuta a música Killer, ela tem uma pegada muito legal e você já consegue mostrar nos primeiros segundos que você é um guitarrista diferenciado, como nasceu essa música?

Marco Filho: Essa música deveria se chamar Dr. Hannibal Lecter, em homenagem a um grande personagem do filme silencio dos inocentes, interpretado por Anthony Hopkins. Sim, eu me inspiro muito em filmes para compor! A ideia foi basicamente fazer uma trilha para o personagem. Tentei compor algo que soasse agressivo e interessante. No fim acabei mudando o nome da música para Killer que também Lembra “Killers,” fazendo referencia a um grande disco do Iron Maiden.

Total Tone: A música New Life, foi a minha preferida, porque ela começa com uma sonoridade tranquila, evolui, se torna tranquila de novo e volta a evoluir e ai não para mais, eu sinceramente achei muito legal essas ondulações da massa sonora, e fica uma dúvida, pra que você criasse esse feeling, você deve ter ótimas influências, conta pra gente o que você escuta no seu dia a dia que te levou a ter essas ideias tão interessantes.


Marco Filho: Essa música deixa bem claro o quanto gosto de Pink floyd e também da banda AngraGosto de diversos estilos como Pop, Samba, Música Brasileira, Jazz, Fusion e Heavy metal. Nomes como Dream Theater, Symphony x, Joe Satriani, Stevie Ray Vaughan, Mark Knopfler e Gutrie Ghovan não podem faltar no meu playlist.

Total Tone: Na música Tension eu lembrei de Satriani  já nos primeiros 40 segundos, você costuma ouvir, tocar e principalmente estudar Joe Satriani e Steve Vai por exemplo? Não tem medo de acabar se tornando uma cópia?

Marco Filho: Não vejo problema algum em “roubar” ideias de outros artistas. Acho que inevitavelmente qualquer composição nova vai se parecer com alguma coisa já feita, fico muito feliz quando alguém diz que minha música lembra o Iron Maiden ou Joe Satriani, por exemplo, não tenho ambição de inovar ou algo assim, se eu conseguir soar como meus ídolos, já considero um grande feito. admiro guitarristas que se propõem a tirar um som “diferente” timbragens malucas e sons novos. No meu caso, tento fazer o feijão com arroz, que por muitas vezes já da um trabalhão! Sempre escutei Joe Satriani e Steve Vai, não sou de ficar tirando as músicas exatamente como no cd, exceto quando tenho que passar para algum aluno.

Total Tone: Qual equipamento você utilizou para gravar as músicas do sound cloud?


Marco Filho: Amplificador Line 6 (cabeçote) e 2 microfones 57 para captação. Distorções foram extraídas direto do amplificador. O único efeito que usei até então, foi um wha wha (Cry Baby). Usei 2 guitarras no processo de gravação. Ledur modelo “Lucky” - captadores Humbucker- Seymor Duncan 59 no braço e ponte.
Ibanez (Ex series) modelo strato - captadores Humbucker- Seymor Duncan 59 no braço e ponte.

Total Tone: Dar aula é uma grande aprendizado, o fato de você ser professor te ajuda e influência no seu trabalho como músico instrumental?

Marco Filho: Com certeza! Geralmente professor de música gosta de se aprofundar em teoria, discutir possibilidades harmônicas e etc. Nada melhor que música instrumental para colocar todo esse conhecimento teórico em pratica.

Total Tone: Pretende lançar mais músicas ainda este ano?

Marco Filho: Sim! O projeto iniciou em março deste ano, estou disponibilizando uma música por mês
no meu site até setembro de 2013 . Após lançar 8 músicas, pretendo lançar uma versão física em outubro com todas as faixas e mais um bonus track.

Total Tone: Deixe uma dica pra quem quer atingir altos níveis de tocabilidade, assim como você.


Marco Filho: Aprender o máximo com professores,amigos, internet... saber que sua música tem que agradar primeiro você, depois os outros.

Total Tone: Para quem quer ter aulas com Marco Filho, como te encontrar?

Marco Filho:Leciono na escola de música Talenthos, em Porto Alegre/RS.
Para aulas particulares, entrar em contato aqui: professormarcofilho@gmail.com

Total tone: Marco, novamente agradeço sua presença aqui no Blog Total Tone, gostaria que você passasse seus contatos para quem deseja acompanhar o seu trabalho e ficar por dentro das novidades de sua carreira.

Dica de Luthier! Comprando Instrumento Profissional com menos de R$ 2.000,00!

Olá pra você que gosta de boa música e dedica alguns minutos de sua vida lendo este Blog, venho agora deixar uma dica de como comprar instrumentos de qualidade profissional gastando pouco, entende-se instrumento profissional todo aquele que tem ótima qualidade de construção e de timbre que permite ao músico tirar o melhor de si mesmo, um instrumento assim pode custar mais de R$ 4.000,00 ou R$ 5.000,00, como por exemplo uma guitarra Fender ou Gibson, um contra baixo da Music Man Stingray ou ainda uma Bateria da DW, é claro que ter um instrumentos desses é um prazer enorme, ver uma bateria DW em seu home estúdio é como ter uma Ferrari em sua garagem e esse prazer não será substituído por outra marca ou modelo, mas vamos ser céticos por um instante e não pensar no prazer de olhar o headstock e ler Fender – made in USA, vamos por um instante esquecer esses fatores que são completamente psicológicos e não tem nada a ver com timbre real do instrumento.



Acredite, o silk Fender no headstock não tem superpoderes, ele não altera o som da guitarra, assim como o Music Man Stingray não é o único contra baixo que consegue timbres mágicos, ai você pensa, mas porque estas marcas são verdadeiras lendas? Por uma única razão, eles (os fabricantes) amam o que fazem, não o fazem de qualquer forma, apenas por dinheiro, o dinheiro é consequência do bom trabalho deles, já no Brasil a maioria das empresas funcionam pensando na produtividade e na lucratividade, esquecem um pouco da qualidade, o correto seriam eles pensarem o contrário, focar na qualidade, pois uma melhor qualidade garante o aumento das vendas, pois todos querem qualidade em seu instrumento, o aumento nas vendas gera produtividade, que aumenta a lucratividade da empresa, é uma equação simples, mas entender os vários “dades” que ela envolve é complicado, ainda mais em um momento de crise, e quando eu acreditava que o Brasil estava completamente perdido, pagando os pecados com marcas como Eagle, Golden, Hofman, Vogga e Tagima (claro!) eis que me deparo com duas marcas, como carpas tentando sobreviver no  rio Tietê, lutando pela vida e por uma indústria melhor, Walczack e Heavens Guitar, 




sinceramente quando li a configuração dessas guitarras, as madeiras que eram empregadas e sua captação, fiquei um tanto quanto descrente daquilo ser real, mas quando vi o processo de Fabricação, que é permitido a todos através dos meios digitais de comunicação como youtube e outros e vi que as madeiras eram reais, comecei a ver uma luz no fim do túnel, quando ouvi essas guitarras soando em amplificadores comuns e de péssima qualidade de som (será que estou falando da Meteoro?) não conseguia acreditar, mas é verdade, são instrumentos de ótima qualidade, realmente profissionais e de custo muito bom, pois estão sem as altas taxas de importação, afinal de contas, são nacionais!







 Acredito que as empresas estejam trabalhando com uma margem de lucro bastante reduzida em função do preço mínimo gasto para a criação de cada instrumento desses, para os bateristas que estão pensando que não tem para onde correr, que terão de gastar uma fortuna e pronto, posso garanti-los que não precisam se preocupar, pois uma marca já conhecida no mercado tem lançado ótimos instrumentos a preços muito justos também, alguns irão dizer que estou louco e que a marca Ludwig não é melhor que a DW, volto a dizer que este é um fator psicológico, que podemos chamar de “gosto pessoal” ou “sonho de consumo”, falando de forma técnica a Ludwig é uma bateria profissional com o preço muito justo, se não fosse assim, não haveria razão para bateristas como: Alex Van Halen (Van Halen), John Bonham (Led Zeppelin), Ian Paice (Deep Purple), Ginger Baker (Cream), Ringo Starr (The Beatles), Mitch Mitchell (The Jimi Hendrix Experience), Carl Palmer (Emerson, Lake & Palmer), Charlie Watts (Rolling Stones), Neil Peart (Rush), Eric Carr (KISS), Nick Mason (Pink Floyd), Roger Taylor (Queen), Alan White (Yes), usarem baterias Ludwig, ou estão todos estes grandes bateristas loucos como eu? O mais interessante é que as séries de entrada desta marca já possuem um timbre excepcional e não fazem feio em nenhum palco, quanto mais em uma situação de estúdio, com boa acústica ela mostra realmente o quando é boa.





Os baixos e guitarras Walczack possuem uma ótima madeira, o tampo de maple dos modelos les paul são muito generosos e o peso da guitarra é muito parecido ao peso das melhores Gibsons, que tem um corpo bem pesado em função do mógno, os contra baixos da marca são extremamente bem construídos e com timbres muito bons, não deixam nenhuma frequência de fora e tem um visual que me agradou muito, o mesmo vale para as guitarras Heavens, que lançou alguns modelos custom shop com rélics de qualidade e que lembram muito as Fender's Custom Shop Rélic, as Stratos com o corpo em Ash tem um ataque muito bom e permite o uso da guitarra em qualquer situação, o mais interessante é que a maioria dos instrumentos mencionados aqui, tem modelos abaixo de R$ 2.000,00 e todos com qualidade profissional, muito além de qualquer outra marca que você irá encontrar em qualquer loja por ai, você pode pensar que estou ganhando alguma coisa para realizar esta matéria e que ela é apenas um comercial, pois você se enganou, infelizmente no Brasil as piores coisas são as que recebem mais mídia, escrevo este post para mostrar a todos os músicos que eles podem e devem ter um instrumento profissional e que eles conseguirão ter isso investindo muito pouco, sinceramente, nenhum instrumento que custe abaixo de R$ 1.000,00 tem qualidade, não pense que aquele contra baixo Eagle 5 cordas de R$ 800,00 é bom, esquece essa ideia, ele não é, com essa faixa de preço a melhores opções de mercado são as guitarras Shelter, e os baixos Tagima Imbuia, pobre coitado dos bateristas que nem opções tem, pelo menos não opções de qualidade, ai você pensa: haaaaaaaaa mas fulano é endorse da marca, você realmente acredita que a K-1 que o Kiko Loureiro usa é igual a sua, você tocou a sua K-1, parabéns, eu já toquei várias, nunca encontrei alguma que prestasse, desculpe a minha sinceridade, mas é a verdade, as empresas constroem instrumentos para seus endorses, mas os que vão para as lojas não são iguais, nem de longe, se você quer mesmo comprar um instrumento profissional, que você ligue na caixa e não passe vergonha, siga essa dica e busque algumas das empresas aqui mencionadas, o resto é lenha, afinal de contas, você só vai perceber o quanto a Dolly Cola é ruim, quando tomar uma Coca-Cola bem gelada, fica a dica!